Dei um tempo em Six Feet Under para me preparar para o podcast especial do mês Dawson's Creek.
Quando a série passava por aqui na TV paga, eu dava uma olhada ou outra e até assisti ao último episódio, mas nada além disso.
Na verdade, eu torcia o nariz para série, achava chata, tinha birra da Joey (muito drama queen) e, quando eu pego birra de algo, não adianta forçar.
Daí que o BoxFechado veio e me "jogaram" DC no colo. E, como normalmente quando eu me disponho a fazer algo, gosto de fazer bem feito, lá fui eu assistir não só o piloto (objeto do nosso podcast), mas toda a série, para fazer justiça aos comentários e saber exatamente do que estou falando e... num é que eu goste da série!
Um dos motivos óbvios para eu ter gostado é a paixão do Dawson por cinema, especialmente seu fascínio por um certo Steven Spielberg. Assim como ele, amo o cinema e tenho uma boa memória para essas coisas (alguns amigos costumam dizer que sei até o nome da mulher que serviu café no set de filmagem! rs). Além disso, era fã de carteirinha do Spielberg... isso até ele fazer A.I. - Inteligência Artificial - o filme que mais esperei na vida e o que mais me desapontou (talvez seja esse o problema, eureka!).
Isso rende bons episódios baseados em filmes, como por exemplo o da Detenção (Clube dos Cinco) e o da Sexta-Feira 13 (vários filmes de terror). E as referências nos diálogos são um verdadeiro deleite... =)
Outra coisa que me chamou a atenção foi exatamente os diálogos inteligentes e o vocabulário rebuscado do pessoal de Capeside, coisa que pelo que ouço falar, é motivo de piada entre os detratores da série, que dizem que nenhum adolescente (ou pessoa) fala daquele jeito na vida real.
Pois bem, correndo o risco de parecer extremamente arrogante (coisa que normalmente pareço sem fazer esforço), eu digo que eu falo daquele jeito! Não é por querer, na verdade, nem sei de onde "tiro" algumas dessas palavras, mas o fato é que de vez em quando eu solto umas frases "dawson's creek".
Quanto ao drama, bem... essa parte incomoda um pouco. É muito drama junto, muito problema para gente tão nova, que deveria ter como única preocupação tirar boas notas para ter acesso a uma faculdade legal. Mas, adolescência é turbulenta mesmo e, tirando as doenças, mortes e desgraças eventuais, a série mostra direitinho esse período conturbado que nos tira das ilusões e segurança da infância e nos joga na montanha-russa de emoções que se torna a nossa vida a partir dali.
Agora, apesar de querer estar curiosa para ver o desenrolar da história (uma vez que o final eu já sei), preciso me dedicar a outras séries, como terminar Six Feet Under, dar uma olhada na segunda de Heroes e House e, quem sabe, dar uma leveza a vida com o pessoal de Will & Grace).
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